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185. Intermitências

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17.11.2020 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
185. Intermitências
Minha fé,
Intermitente,
Como um sinal amarelo,
Piscando na noite escura.
Vazio e fundura.

Meu amor,
Sem área, sem cobertura,
Às vezes impotente,
Outras tantas latente;
descrença, desventura.

Incoerente, cheio de cisuras.
Inconsistente, renitente,
Querendo fazer a rima prepotente,
Dirigindo-me, por fim, ao Emitente.

À Pergunta, pois, pergunto.
À Palavra, ofereço o silêncio.
Ao Assombro, o assombro,
Surpreendendo-o na noite escura:

Existes? Eu creio.
Afundo e descreio, porém.
É o receio: És inevidente, inaparente.
Subsistente? Existes?

Calo. A resposta acena.
Não vem.
Acena.
Mas não vem...