61. Templo vivo (liturgia joanina)
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05.03.2018 | 1 minutos de leitura
Poesia

Tornar-se um templo:
Num abraço de acolhida,
O pórtico.
No coração,
Um altar
Onde a oferenda do amor
Suba ao firmamento infinito.
E que os sorrisos e as lágrimas
Sejam o único incenso...
E a vida doada
O único sacrifício.
E os cantos e a festa,
A dança,
E os nossos corpos,
Amantes e padecentes,
O gonzo das portas
Pelas quais se poderá ver
Os deslumbres e acenos
Dos céus.
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