487. Vaso
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12.03.2026 | 1 minutos de leitura
Poesia

estas machucaduras,
ranhuras no barro duro,
quebraduras insistentes,
várias,
permanentes.
quis reinventá-las,
mas errei mais
—nem sempre melhor.
quis a aventura,
não menos dura
—aceitá-la também excrucia—
a coragem de ser eu,
depois de mim.
depois de toda promessa,
depois de todo renascimento,
rebrotamento
ou refazimento do vaso
sempre quebrado.
estas feridas,
incuráveis, são testemunhas
de que o eu passou.
de que o tempo feriu— e é seu destino.
de que muito escorreu— e não há escolha.
de que não posso nada mais guardar,
pois vazo pelas fissuras
uma nova vida;
estranhas entranhas como magnólias.
o perfume é mais vasto.
e eu sou dele, lhe pertenço.
ferido, para sempre.
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