Velha fazenda
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25.03.2026 | 1 minutos de leitura

Poesia

Velha fazenda desbotada na parede
Guarda minhas memórias num silêncio tênue
Era abrigo, aconchego, alegria e dores
Porque o tempo é tecido em espinho e flores
Guarda os meus primeiros passos
Em seu solo de tábuas irregulares
Minhas cicatrizes e minhas peripécias
Escalando suas paredes apoiada em suas janelas
Suas janelas me mostraram o mundo
Que havia além das fronteiras de nossas porteiras
Sua porta se abriu convidando-me a sair
E a crescer e saborear o doce e o amargo da vida
Em seu coração de casa acolhedora
Guardou minhas memórias e minha saudade
Até que suas paredes, tecidas de barro
Ficaram fracas e trêmulas
E, como que sem piedade, o tempo
A roubasse de mim
Virasse poeira, telhas quebradas, tábuas despedaçadas
Sem dor, sem pranto, sem se despedir de mim
Mas a moldura desbotada
Ainda guarda nossos segredos e sonhos
Nossos dias risonhos
De noite sem fim.
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