432. renovadas esperanças
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14.11.2024 | 1 minutos de leitura
Poesia

renovadas esperanças
mas visto-me de preto,
enquanto um lampejo me ocorre:
estou de luto?
Adélia segue me dizendo
do homem que pôs a cabeça nos
trilhos:
o baque,
o silêncio,
a água nascendo ainda alaranjada
do pescoço.
os olhos fechados da beleza cruel.
não tenho coragens, meu amor.
não tenho coragens para
esse silêncio.
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