426. Na madrugada
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16.10.2024 | 1 minutos de leitura
Poesia

Não há o autor,
Só o poema:
transfiguração.
Na madrugada, vou ao túmulo
do texto.
E o sol começa a raiar
o brilho da ausência do corpo.
Não está aqui,
não está onde o colocaram.
O poema é o porvir.
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