416. Metades
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05.09.2024 | 1 minutos de leitura
Poesia

De dentro da noite,
Com as carnes flamejantes
E as mãos vazias,
Fujo de teu silêncio.
E escrevo poesias,
As que profano para
Não te deixar falar.
Não vieste
E agora já me acostumei.
Também não fui
E agora já me acostumei.
Acostumamo-nos com
Esta meia distância,
Meia proximidade,
Meia relação,
Meio carinho.
Temos vivido de metades,
Depois que um espaço
Abriu-se
No meio de nós.
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