319. Rosa de Francisco
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18.10.2023 | 1 minutos de leitura
Poesia

Da rosa de Hiroshima, rosa telepática,
—a anti-rosa atômica, sem cor, sem perfume,
sem nada —
à rosa de Francisco, jamais desabrochada.
Ferida de pétala, a pétala queimada.
Fechada em seu botão, eternizada.
Amarela, sem rosa, sem nada.
Ferida da rota alterada.
Uma vez e outra vez em espinhos jogado,
a rosa do amor que não é amado,
radioativa, estúpida, inválida.
Na memória ou na esperança: sempre cálida.
Beleza implodida, abortada.
Pensem nos meninos cegos inexatos,
Pensem nos homens rotas adulteradas.
A rosa mais uma vez murchada.
Mas não se esqueçam,
da rosa da rosa,
A rosa de Francisco, rosa adulterada.
A rosa estúpida e inválida.
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