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249. Adélia

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16.06.2022 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
249. Adélia
O astro rei 
sangrou o horizonte 
Com seu último suspiro. 
Sua agonia se completa 
Ao ter que nascer 
Uma vez mais, 
Para morrer à tarde. 
O vermelho de sua derrota 
Tem as tristezas 
Do outono. 
Nada resplandece em maio,
Adélia,
Só a morte anunciada 
Do velho que virou 
Uma página da escritura. 
Há neste silêncio, 
algo que minha alma 
Também pressente:
A vida é um punhado 
De cansaços descabidos. 
A evanescência de tudo 
É uma lição 
Que não aprendemos
Sem custos.

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