132. Ad minimum
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11.11.2019 | 1 minutos de leitura
Poesia

Magis,
Dizem.
Magis,
Pedem.
Magis,
A voz que me determina,
De dentro, clama.
Magis, E penso na mágica de
Produzi-lo logo.
Magis,
Pesa o fardo sobre as
Costas.
Magis,
Pedem os insatisfeitos.
Magis,
Porque não está suficiente.
Magis,
Porque o presente somado
Ao passado
Não é vasto
Ainda.
Magis,
Contra o contentamento,
Contra a satisfação,
Contra a plenitude,
Contra o gozo,
Contra o riso,
A lágrima,
O corpo de carne,
Contra a vida
.
Magis,
Escancarando a ferida.
Não está bom,
Não está certo,
É pouco,
É raso,
É nada.
Magis!
Gritam, insuportavelmente.
Gritam altissonantes
Os que não chegaram.
Magis,
Pede um magis-tério
Desumano.
Não ouvirei!
Resistirei;
Velejarei contra-maré:
Ad minimum!
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