120. Banquete logofágico
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25.06.2019 | 1 minutos de leitura
Poesia

Quero alimentar-me de palavras.
Sejam quais forem seus sabores,
doces ou amargas,
quero-as em minha boca,
assentadas em minha língua,
prontas para saltarem a qualquer momento
a encontrar um universo de significações.
Tenho fome delas,
não da palavra morta,
silenciada na página em que teimou ficar escrita.
Já é hora do almoço:
assentemo-nos para o banquete logofágico,
seja eu a alimentar-me das palavras,
delas dependo, tenho fome.
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