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120. Banquete logofágico

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25.06.2019 | 1 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Poesia
120. Banquete logofágico

Quero alimentar-me de palavras.


Sejam quais forem seus sabores,


doces ou amargas,


quero-as em minha boca,


assentadas em minha língua,


prontas para saltarem a qualquer momento


a encontrar um universo de significações.


Tenho fome delas,


não da palavra morta,


silenciada na página em que teimou ficar escrita.


Já é hora do almoço:


assentemo-nos para o banquete logofágico,


seja eu a alimentar-me das palavras,


delas dependo, tenho fome.

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