119. Junho
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19.06.2019 | 1 minutos de leitura
Poesia

Junho está no meio.
Uma menina chega aos dezesseis da adolescência.
Uma criança é esperada com alegria.
Em três lares: silêncios e lágrimas;
e em outro, o confronto com a finitude.
O mesmo céu que é anúncio de vida
é agora prenúncio do fim:
a vida é plantada, qual semente, no ventre da terra.
Recordações ainda doem a alma,
tal qual tristeza aflorada no instante das lembranças.
Eu quero o junho da minha meninice.
Eu sinto a vida no meio.
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