484. Com que autoridade?
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07.01.2026 | 1 minutos de leitura
Poesia

Ele entra no Templo
como quem não pede licença à pedra.
Ensina —
não como intruso,
mas como quem pertence.
Os guardiões do sagrado se aproximam
com a pergunta que protege o poder:
Com que autoridade fazes isso?
Quem te deu esse direito?
Não perguntam pela verdade,
mas pela origem do selo.
Não querem ouvir,
querem localizar.
Ele não responde.
Desloca.
Lembra-lhes João,
voz sem Templo,
água sem altar,
autoridade sem arquivo.
O batismo vinha do céu ou dos homens?
E o Templo, acostumado a julgar,
fica suspenso.
O cálculo substitui a fé.
A verdade é pesada
não pelo que é,
mas pelo custo que terá.
Se disserem “do céu”,
serão desmascarados.
Se disserem “dos homens”,
perdem o povo.
Entre Deus e o medo,
escolhem o silêncio.
Não sabemos.
Então Ele cala também.
Não por falta de palavra,
mas porque autoridade não se prova
nem se mostra
a quem se recusa a comprometer-se
E o Templo permanece em pé —
mas vazio.
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