479. o Pastor que recolhe a noite
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15.12.2025 | 1 minutos de leitura
Poesia

no silêncio, depois de tantos exílios (quantos são?), quando a poeira do cativeiro ainda pesa nos ombros, Ele vem.Não como trovão, nem com espada (ou machado), mas como Pastor que conhece o nome dos passos, e o peso das feridas.Com o braço que abriu caminho no mar antigo,Ele agora junta o pequeno, recolhe o frágil,desfaz o medo que treme no corpo dos cordeiros.Ao colo —lugar onde o tempo desaprende o desespero —Ele carrega o que não pode caminhar, o que o inverno dispersou.E às ovelhas-mães, as que guardam vida no ventre da esperança, Ele conduz com ritmo de quem sabe que a promessa não caminha depressa.Assim Ele apascenta: com força que ampara, com ternura que governa, com autoridade que não pesamas cria caminho.E o povo, outrora perdido, descobre que voltar não é apenas chegar, mas também se deixar cuidarnos braços do Pastorque reúne o que a noite espalhou.(Inspirado em Is 40,11)
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