477. pé-de-feijão
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01.12.2025 | 1 minutos de leitura
Poesia

plantamos três sementinhas humildes,
depois de versarmos sobre elas três
filosofemas complexos,
três teoremas distópicos.
sabemos com estupor das ondas dos elétrons
e de deus escondido nas sementinhas humildes.
amo seu amor por torresmos,
seu rosto de sardas semínulas,
sua gargalhada sarcástica,
sua ironia fina, aguçada pela pinga.
e como seguimos plantando sementinhas humildes.
mas, ei, olhe. começaram a crescer.
não param, olhe, já são maiores do que nós.
olhe de novo, são história, poema.
pé-de-feijão, a perder de vista.
que nome lhe daremos, nós que gostamos de nomes?
já sabemos:
chamar-se-á sem-nome.
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