349. quaresma III
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16.02.2024 | 1 minutos de leitura
Poesia

eu choro na noite vazia,
um pranto sem razão.
é ser carne refugada, irrisão.
que pode me ensinar a morte,
se já aprendi a lição?
se já sei que é o silêncio
e a terrível solidão?
eu quero aquela eclosão,
um big bang que exploda esses versos
num início de mundo.
“que haja a vida”, primeiro dia da criação.
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