347. quaresma I
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14.02.2024 | 1 minutos de leitura
Poesia

venho escrevendo a falta,
sua flor e espinho:
a flor é o que será,
o espinho é hoje.
sangra como uma coroa de cristo.
o espinho é na carne.
inflama e não tem cura, é como ser gente.
venho escrevendo um futuro,
feito do feminino que grita gemidos,
levantando a saia de igreja.
a flor nunca é sem espinho.
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