338. teu amor
Ler do Início
11.01.2024 | 1 minutos de leitura
Poesia

teu amor me limpou as nádegas imundas.
tua mão enrugadinha me levou para a escola.
e ninaram-me à noite com uma ternura
que se quebrava, às vezes,
depois da surra com vara de jabuticaba.
teu amor rasgou meu coração para sempre,
um rasgado que inflama e dói
um amor que aprendi.
aprendi o que é amor com tuas mãos enrugadinhas
amassando o pão,
sovando a massa,
ou mexendo o sabão, sob o sol a pino.
mãos costurando tudo,
mãos cozinhando, lavando, passando,
tentando segurar um lápis bem apontado com faca,
girando o contorno das primeiras letras;
o primeiro eme,
o primeiro erre.
as tuas mãos estão gravadas em mim
e são eternas como um cravo pequeno,
vinho, com bordas amarelinhas, tão delicado
e humilde.
teu amor foi minha melhor escola.
-
Na noite09.09.2026 | 1 minutos de leitura
-
Pontos-cegos08.09.2026 | 14 minutos de leitura
-
Melodia26.08.2026 | 1 minutos de leitura
-
Homilia de Corpus Christi08.06.2026 | 7 minutos de leitura
-
odres02.06.2026 | 2 minutos de leitura
-
sede01.06.2026 | 1 minutos de leitura
-
Espírito da vida22.05.2026 | 4 minutos de leitura
-
Não vos deixareis órfãos (Jo 14, 15-21)18.05.2026 | 4 minutos de leitura
-
Outro modo de presença15.05.2026 | 4 minutos de leitura
-
Caminho, verdade e vida06.05.2026 | 5 minutos de leitura
Na noite09.09.2026 | 1 minutos de leitura
Mutação02.09.2026 | 1 minutos de leitura
Melodia26.08.2026 | 1 minutos de leitura
Casinha onde nasci19.08.2026 | 1 minutos de leitura
Não soltes minha mão11.08.2026 | 1 minutos de leitura
Relógio gigante01.07.2026 | 1 minutos de leitura
Composição24.06.2026 | 1 minutos de leitura
odres02.06.2026 | 2 minutos de leitura
sede01.06.2026 | 1 minutos de leitura
Abraço infinito13.05.2026 | 1 minutos de leitura

