338. teu amor
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11.01.2024 | 1 minutos de leitura
Poesia

teu amor me limpou as nádegas imundas.
tua mão enrugadinha me levou para a escola.
e ninaram-me à noite com uma ternura
que se quebrava, às vezes,
depois da surra com vara de jabuticaba.
teu amor rasgou meu coração para sempre,
um rasgado que inflama e dói
um amor que aprendi.
aprendi o que é amor com tuas mãos enrugadinhas
amassando o pão,
sovando a massa,
ou mexendo o sabão, sob o sol a pino.
mãos costurando tudo,
mãos cozinhando, lavando, passando,
tentando segurar um lápis bem apontado com faca,
girando o contorno das primeiras letras;
o primeiro eme,
o primeiro erre.
as tuas mãos estão gravadas em mim
e são eternas como um cravo pequeno,
vinho, com bordas amarelinhas, tão delicado
e humilde.
teu amor foi minha melhor escola.
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