254. Alcântara
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19.07.2022 | 1 minutos de leitura
Poesia

Ruínas por dentro
não são tão belas
quanto as de Alcântara.
Mas mesmo chegar
até lá,
terá sido enfrentar
o refugo das águas,
as ondas e sua promessa
de afundar todos
os barcos,
afogar todos os marinheiros,
tragar todos os navegantes
desavisados.
Alcântara será o sonho
esquecido.
E os silêncios, enfim,
os silêncios de morte,
terão vencido.
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