152. Espinhos
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08.05.2020 | 1 minutos de leitura
Poesia

Os espinhos
Abraçavam-me
Por todos os lados:
Carne ferida,
Sangue minando,
Acostumado.
Mas Ele se achegou no
Caminho,
(Veio depois da espreita.
Veio desde o aquém
Das palavras.
Verbo, no silêncio das
Horas.
Encontro, muito mais do que
Fala.
Tocando o corpo,
Ao qual acena em seus
Mistérios.
E dando-se como
Sabor aos lábios
E como lágrima aos olhos,
E como calor
Ao coração crucificado).
E com carinho,
Tirou espinho por espinho.
E os plantou a todos.
Hoje há rosas,
Brotadas da dor.
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