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59. Ser ponte

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08.12.2015 | 3 minutos de leitura
Yuri Lamounier Mombrini Lira
Crônicas
59. Ser ponte

“Não nos cansemos de fazer o bem” (Gl 6,9)



“Só o amor muda o que já se fez

E a força da paz junta todos outra vez

Venha, já é hora de acender a chama da vida


E fazer a terra inteira feliz”

(Roupa Nova)



Num final de semana de missão, fui participar de um encontro de jovens numa escola e, enquanto andava pensativo pelos corredores da escola, me deparei com uma placa com uma frase, cuja autoria desconheço, mas que, de modo muito belo, resume a missão de Jesus e de todos nós que nos dispomos a caminhar com ele pelas veredas da existência. Diz a frase: “As pessoas mais importantes para nós são aquelas que se fazem de ponte e nos ajudam na travessia. E, depois de terem cumprido sua missão, desmoronam-se com prazer, permitindo que cada um de nós possa construir suas próprias pontes”.


Ser ponte! Esta é a primeira e, talvez, a maior das missões de Jesus. Ele veio para reatar os laços da terra com o céu. Veio para construir uma ponte sobre o abismo que separava o coração humano do coração de Deus. Ele se fez um de nós! Rebaixou-se à nossa humanidade a fim de nos elevar à sua divindade. Loucuras do coração de Deus!


Jesus foi ponte na vida de tantas pessoas, fazendo-as perceber que é preciso romper com o comodismo, que nos instala no conforto de nossas vidas. Ele nos alertou que precisamos nos esforçar para ver as pessoas além das aparências; convidou-nos a sair dos preconceitos mesquinhos que nos aprisionam. Ensinou-nos um mandamento que é, ao mesmo tempo, tão antigo e tão novo, “amar e servir” da mesma forma que Ele nos amou e se pôs a nosso serviço.


Esse jeito de Jesus inspirou e continua inspirando muitas pessoas ao longo da história... Inúmeras são as pessoas que, cativadas pelas palavras e pelos gestos do Homem de Nazaré, também tiveram a coragem de se fazer ponte, tentando encurtar as distâncias entre os corações, amenizando as dores e os sofrimentos, encorajando os deprimidos e levando esperança aos desiludidos.


Uma dessas pessoas foi Madre Teresa de Calcutá. Há um fato muito bonito da vida dela que vale a pena recordar. Dizem que, certa vez, um jornalista foi visitar a casa onde Madre Teresa cuidava dos doentes; ficou observando a dedicação, o cuidado e o carinho da irmã para com todos. Depois de algum tempo, ele chegou perto de Madre Teresa, enquanto ela fazia um curativo num homem muito enfermo, e disse-lhe: “Irmã, eu não faria isso por dinheiro nenhum desse mundo”. Ela olhou para ela e falou: “Eu também não. Não faria por dinheiro algum do mundo. Eu o faço por amor”. Somente as pessoas que se fazem ponte, agem por amor sem esperar recompensas.


No entanto, não basta ser ponte é preciso ter a ousadia de “se desmoronar”. Desmoronar-se, como os andaimes, quando a construção está concluída! “Desmoronar-se”, fazer-se pequeno, servir, libertar-se de todo orgulho, arrogância e vaidade! Eis nossa vocação cristã!





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