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59. Músicas na liturgia

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31.07.2015 | 4 minutos de leitura
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59. Músicas na liturgia

Ninguém que vai às celebrações católicas vai na expectativa de assistir a um concerto de uma orquestra sinfônica, ou a uma apresentação musical de um conjunto de cantores famosos, ou de um coral profissional. A gente, quando vai à liturgia, quer rezar e celebrar a vida. Mas não há dúvida de que celebramos bem melhor e rezamos com mais profundidade quando somos tomados pela beleza, quando somos arrebatados pelo encanto da música, pela magia de vozes harmonizadas, de instrumentos bem afinados e de aparelhos de som minimamente bem ajustados.


Praticamente todo mundo gosta de música. Varia o estilo musical, é claro. Alguns gostam de música gregoriana; outros, de rock; outros, de MPB; outros, de rap... Mas a música costuma ser uma linguagem universal. Ela toca os corações, estimula as mentes, socializa as pessoas, ajuda a assimilar conteúdos e transporta a gente para experiências incríveis. Não foi à toa que bem depressa a fé cristã acolheu a música nas suas liturgias. E, no seio da Igreja, ela ganhou força e cresceu. O espaço sagrado favoreceu o florescer da música, e as celebrações dos cristãos se tornaram momentos de belíssimas execuções musicais...A fé cristã inspirou composições geniais: Aleluia de Handel, Paixão de Cristo segundo Mateus de Bach, Ave Maria de Bach e Gounod. Órgãos de tubo com tocadores de altíssima qualidade e corais polifônicos ocupavam os coros de nossas igrejas.


Foi-se esse tempo, e não lamento sua partida nem desejo sua volta. Como disse o bom Guimarães Rosa, “toda saudade é uma espécie de morte”. Não se trata de recuperar o passado e de reconstituir algo que já perdeu sua pertinência. Trata-se, de novo, do belo e do bom gosto necessário na lida das coisas de Deus. O sagrado não combina com o feio nem com o desmazelo, pois diz respeito às profundezas da alma e às aspirações humanas mais profundas. Parece urgente recuperar nas nossas comunidades o capricho e cuidado com a música nas liturgias.


Não importa o estilo, nem o gosto da comunidade eclesial: toda liturgia deve ser composta por canções bonitas, com letra profunda e teologicamente confiável, com melodias fáceis e populares para que todos possam cantar juntos. Tanto faz se a comunidade prefere o gregoriano ou as músicas dos hinários populares! O importante é que tudo seja bem ensaiado, que os aparelhos sejam ajustados, que as vozes sejam afinadas, que as canções falem ao coração do povo e o ajudem a rezar. Afinal, é essa a função da música na liturgia: ajudar o povo a rezar, a entrar em comunhão com Deus, a cultivar sua relação de amizade com ele... Na liturgia, o importante não é fazer bela apresentação musical. Ninguém vai ser aplaudido, afinal não se trata de um show! Mas nem por isso a equipe de música pode fazer algo mais ou menos... Para Deus, tudo deve ser feito com o máximo capricho e o máximo zelo, como tudo que ele fez e faz por nós.


Então, que as equipes ensaiem antes e também ensaiem com o povo alguns nos minutos que precedem a celebração! Que os músicos tenham tudo cifrado anteriormente, cada música no tom adequado etc! Que cada cantor cante com singeleza, ajudando a celebração a ganhar seu tom orante, em vez de querer aparecer mais que os outros! Que os ministros ordenados tenham paciência com os grupos musicais e os orientem devidamente ou encontrem alguém que possa fazê-lo! Que a paróquia invista na formação dos músicos e cantores! Fica aí a dica! Nossa gente agradece.







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