362. quaresma XVII
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04.03.2024 | 1 minutos de leitura
Poesia

haverás de meditar no fundo do poço,
tu e tua fera, no apavorado do escuro.
fi-lo e, agora, sou amigo de meu medo.
a felicidade que vejo é uma justiça da vida.
e o mundo me sacode
para traduzir a beleza de cada instante.
pensar foi meu único jeito de arder.
agora ardo inteiro,
corpo e escrita. estou na beira,
não no poço.
na beira, também há poesia.
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