272. Poesia
Ler do Início
29.11.2022 | 1 minutos de leitura
Poesia

Nenhuma poesia,
Nenhuma palavra,
Nenhum maldito,
Bendito,
Índigo,
Púrpura verso.
Nada mais.
Nada aos seus ouvidos
Ímpios, indelicados,
Seus ouvidos mudos.
Nada mais a ressoar em suas
Orelhas indignas.
Nem louvores à chuva,
Ao céu,
Ao crepúsculo véu.
A saudade torcida nas letras
Do agora dobrado papel,
Posto na chama bruxuleante,
Que apaga.
Apaga em sua transmissão
De chama.
Nenhum chamado,
Contato,
Evocação de deuses,
De demônios.
Nenhum exorcismo,
Nenhuma heresia,
Nenhuma ética, estética.
Cética linha
Que risco.
Encerro a carreira mal lançada,
Não guardo nada
nem a fé.
Na corrida incompleta,
No combate perdido,
Corto as asas do poema,
Enfio-o na gaiola dos sintagmas,
Sufoco-o
E se acabou.
Acabou-se o laço,
Porque o poema que o fazia.
-
Espírito da vida22.05.2026 | 4 minutos de leitura
-
Não vos deixareis órfãos (Jo 14, 15-21)18.05.2026 | 4 minutos de leitura
-
Outro modo de presença15.05.2026 | 4 minutos de leitura
-
Caminho, verdade e vida06.05.2026 | 5 minutos de leitura
-
A era da opinião e o terço da madrugada04.05.2026 | 12 minutos de leitura
-
Para fora (Jo 10, 1-10)27.04.2026 | 4 minutos de leitura
-
Como as águas de um rio03.04.2026 | 5 minutos de leitura
-
Filho do Deus Vivo27.03.2026 | 5 minutos de leitura
-
Deixai-o ir!23.03.2026 | 7 minutos de leitura
-
inscrição16.03.2026 | 1 minutos de leitura
Abraço infinito13.05.2026 | 1 minutos de leitura
Ecos30.04.2026 | 1 minutos de leitura
Restos29.04.2026 | 1 minutos de leitura
O homem do sótão22.04.2026 | 1 minutos de leitura
Redenção20.04.2026 | 2 minutos de leitura
Poesia16.04.2026 | 1 minutos de leitura
Um dia de paz15.04.2026 | 1 minutos de leitura
Recomeços01.04.2026 | 1 minutos de leitura
Velha fazenda25.03.2026 | 1 minutos de leitura
inscrição16.03.2026 | 1 minutos de leitura

