230. Um sal que não é visível
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09.02.2026 | 3 minutos de leitura
Diversos

Mt 5,13-16
“Vamos precisar de todo mundoPra banir do mundo a opressãoPara construir a vida novaVamos precisar de muito amorA felicidade mora ao ladoE quem não é tolo pode verVamos precisar de todo mundoUm mais um é sempre mais que doisPara melhor juntar as nossas forçasÉ só repartir melhor o pãoRecriar o paraíso agoraPara merecer quem vem depoisDeixa nascer o amorDeixa fluir o amorDeixa crescer o amorDeixa viver o amorO sal da terra”,
Essas letras são do cantor Beto Guedes, mas bem que poderiam também ser de Jesus. Afinal, é disso que o Senhor nos fala quando, como novo Moisés, sobe a montanha e declama aquele que ficou conhecido como o sermão da montanha. Lá do alto, vendo mais longe, divisando o horizonte, Jesus sabe os riscos de uma vida desperdiçada, sem sabor, insossa como o sal que perde o gosto e não serve pra mais nada.
Assim é seu amor e o Reino dos céus: como um sal que não é visível, mas fundamental. E como o sal confere e potencializa sabores, o Reino dos céus é a potência escondida da vida; não está lá longe, está bem perto, entranhado na existência. Quem assim compreendeu tornou-se sal para os outros.
Mas Jesus também diz que somos luz. Uma luz que não pode ficar escondida, mas que deve cumprir a sua função de iluminar e rasgar escuridões. Não há nenhum convite aqui ao egocentrismo presente nos discursos modernos que dizem “não esconda seu brilho”. Trata-se de não ser omisso, de não deixar que a vida se torne uma luz escondida, apagada pelo medo ou pela comodidade, colocada debaixo da vasilha da insensibilidade. Jerusalém fez assim: tinha a missão de ser luz para os povos, mas se preocupou mais com as pedras escovadas de sua cidadela… esqueceu-se de sua missão, escondeu a luz sob a vasilha e fez a luz perder sua função.
Uma luz é luz, porque irradia e rasga as escuridões. Assim foi Jesus, a luz que brilhou e ainda brilha nas trevas da nossa noite. Ele nos vem transmitindo: são aquelas bem-aventuranças, que nos foram apresentadas no domingo passado, que fazem da nossa vida sal e luz do mundo.
Brilhe, pois, a nossa luz, não para nos engrandecer, mas para que outros, vendo as nossas boas obras pois são elas que iluminam, louvem a Deus. Foi Deus mesmo que escondeu no útero de nossa vida o sabor dos sabores, a luz das luzes, seu Cristo.
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