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Século dos imbecis

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29.10.2026 | 2 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Diversos
Século dos imbecis
Que curioso quando alguém ataca o outro chamando-o de imbecil por sua posição política.  Quando você vai ver, o que é chamado de imbecil já leu Platão, Aristóteles, Maquiavel, os contratualistas, toda a literatura clássica sobre política, é formado  e bem embasado, e o dito crítico, na verdade, se informou a vida inteira por redes sociais. Ora ora, chamamos essa crítica de projetiva: o ignorante e imbecil, que se acha o gênio entendido, projeta no outro a sua ignorância, chamando-o de estúpido. 

Na era da opinião somos obrigados a ver gente que nasceu há poucos anos querendo ensinar o beabá a quem sempre soube dele. Essa crítica parece meio elitista, mas não. É só destampar o ridículo da idiotice; gente que nunca lê um livro dizendo: “não concordo”, sem estofo argumentativo. Sem substância para contra-argumentar. 

Na teologia acontece o mesmo. Alguém não sabe muito, a não ser umas poucas linhas de catecismo. Se informa na TV ou na internet com influencers que vomitam seus desconhecimentos com oratória pra arrastar muita gente, se convencem mais com a segurança do que com a substância, e se deixam levar… A baixíssima qualidade da literatura católica hoje é assustado, mas o suficiente pra manter a ignorância. 

Ódio e ignorância são irmãos. Embora nem todo ignorante odeie, nem todo ódio nasça da ignorância. Às vezes, o problema é a recusa em reconhecer o outro como alguém cujas razões merecem ser examinadas.

Será este o século dos imbecis? Ou o século em que a imbecilidade aprendeu a se apresentar como autoridade?
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