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Amanhã, então, lembre-se: ele não.

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03.10.2026 | 2 minutos de leitura
Pe. Eduardo César Rodrigues Calil
Diversos
Amanhã, então, lembre-se: ele não.
Amanhã para a votação, lembre-se: o que está em curso no Brasil é uma guerra narrativa. E a retórica cínica do bolsonarismo é a de que a crise das instituições políticas, antiga como o Brasil,  é um emparelhamento sistêmico em prol do atual governo de Lula. Incorporam essa crítica para esconder o verdadeiro emparelhamento com o governo norte-americano, com o qual pretendem se servir do Estado, para minar ainda mais o Estado; se servir da democracia e do discurso democrático, para minar ainda mais a democracia. A lógica que subjaz é a de “esconder o rabo” pra falar do rabo alheio. 

Lula também tem uma política muito criticável, é verdade, e está longe de ser um presidente perfeito, mas sua lógica ainda pertence à política. Não estamos atrás de um pai, mas de um presidente que seja capaz de representar o país e não entregá-lo. Flávio descaradamente promete o país como quintal dos Estados Unidos, e por isso, não à toa, há tanto interesse em sua vitória, a ponto de “a América” subsidiar, inclusive, nossa desarticulação institucional. 

Sim, precisamos de uma reforma política real, e de uma esquerda que saiba dizer o seu nome e a que veio. Mas com Flávio, pela política, veremos de novo a antipolítica.  Ao Flávio, o Bolsonaro 2.0, direi o meu também 2.0 “ele não”. 

A eleição de 26 parece menos importante que a de 22, mas não é. Ela pode decidir de uma vez o futuro de nossas instituições, que na mão do bolsonarismo serão enfraquecidas e não sanadas. Mais ainda: será ver retornar, com força total, o bolsonarismo que é um câncer e que, com muito custo, está se desarticulando desde dentro, mas que ainda dá seus últimos berros. 

Amanhã, então, lembre-se: ele não.
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