371. quaresma XXVI
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13.03.2024 | 1 minutos de leitura
Poesia

se nada dá o infinito, por que haver
de desejar?
porque, de outro modo, é morrer.
se ninguém pode ser tudo,
porque prezar alguém?
se morrer é o que vem vindo,
por que haver de desejar?
da tristeza ao cinismo, morre-se já,
a morte cruel dos viventes;
ou a mortificação dessa vida, em troca do além.
contra isso, sou um legente do fogo.
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