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14.05.2021 | 1 minutos de leitura
Poesia

O sol são meus cabelos,
A manhã o testemunha.
Já posso remar,
Já sou filho do mar.
Quem aprendeu
A ser noite e tempestade,
Há de saber ser dia,
Seu nada há de amar.
E o passado, tão presente,
Maresia de outras jornadas,
Vai se abrindo, vai permitindo,
Chegar a outras enseadas.
Vejo ao norte um arquipélago incontável.
A felicidade é como um punhadinho
De ilhas
No mar aberto.
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