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9. A proposição da fé cristã

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05.02.2015 | 3 minutos de leitura
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9. A proposição da fé cristã

Finalmente, chegamos à catequese. Em meio a esse mundo plural e multirreferencial, a voz da Igreja não ressoa mais solitária. Há uma multidão de propostas e as pessoas não estão mais obrigadas à fé cristã, como única opção para seu encontro com o Transcendente e para sua salvação. Isso significa que a fé cristã não é mais necessária para a salvação. E que ninguém se escandalize! Desde o Vaticano II, a Igreja tem dito isso em alto e bom tom (cf. GS 22; LG 16; AG 7). Ela sabe que Deus tem mil caminhos para atingir o coração humano e que o Espírito Santo age de formas inusitadas, nem sempre protocolares, nem sempre previsíveis... Deus está sempre agindo por meio da Igreja, mas a Igreja não é o único meio que Deus tem para sua ação salvadora. Deus salva sempre e de mil modos que nem podemos imaginar. É a força maravilhosa do amor de Deus atuando no meio do mundo.


Ora, se a fé cristã não é necessária para salvar, então para que propor a fé? Aí é que está o mais bacana, o mais interessante, o mais curioso. Deus age de tal modo que ele não quis ser uma obrigação, mas uma opção livre. Se a fé cristã não é obrigatória, ela é, no entanto, preciosa, absolutamente maravilhosa e transformadora. É como a pérola preciosa do Evangelho de Mateus. Um homem procurava pérolas preciosas. Sua vida transcorria normalmente. Ele vivia normalmente sem a pérola. Mas, quando ele a encontrou, não pode mais viver sem ela. Largou tudo o que tinha, vendeu todos os seus bens para adquirir a pérola. A vida ganhou novo significado a partir daquele encontro.


Assim é a fé cristã. Ela é boa, é linda, é maravilhosa. Mas vamos admitir a verdade: é possível viver sem ela. Muita gente boa vive sem a fé cristã e vive até dignamente, muito mais dignamente que muitos que se dizem cristãos. Mas a fé cristã genuína é algo tão valioso, tão precioso, tem uma força tal que altera os rumos de nossa vida. Por causa dela, a gente larga tudo; a gente considera tudo esterco ou lixo, como disse Paulo aos Filipenses. A fé cristã é algo a mais, é um acréscimo de vida e sentido, é uma força transformadora que faz viver. Logo, propor a fé é algo maravilhoso. Não é proselitismo, nem sectarismo, nem fechamento ao diálogo com outras religiões e crenças. E esta é a tarefa que a catequese tem diante de si: anunciar o evangelho; propor ao mundo a boa nova de Jesus, ou seja, ele próprio, vivo e ressuscitado no meio do mundo. A tarefa da catequese não é outra senão criar condições para que os catequizandos façam sua experiência do encontro com Jesus Cristo: a isso damos o nome de iniciação. Essa experiência deve ser proposta, devemos criar condições para que ela aconteça, pois não é mais uma herança natural da família ou da sociedade.







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