261. Cemitério
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20.09.2022 | 1 minutos de leitura
Poesia

aprendi várias palavras
para a morte:
deus, deus, deus, deus
deus, deus.
minha esperança é
um cemitério de
deuses.
estão todos enterrados,
todos mortos,
para sempre.
e não ouso rezar-lhes
o réquiem.
cada um deles levou
consigo um pedaço
de mim…
um pedaço de minha
sanidade.
jazo louco,
aqui,
entre mortalhas.
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