198. Abrindo setembro, Jesus “lê a bíblia
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01.09.2025 | 2 minutos de leitura
Diversos

Consolidado pela Igreja no Brasil como o “Mês da Bíblia”, setembro deste ano começa com uma particularidade bastante enriquecedora, proporcionada pelo evangelho da segunda-feira da 22ª semana do tempo comum – Lc 4,16-30. Trata-se do famoso episódio de Jesus na sinagoga de Nazaré, em um dia de sábado, oportunidade em que ele leu uma passagem do profeta Isaías (Is 61,1ss) e, em seguida, deu sua explicação, declarando cumprida a profecia.
É claro que a leitura dessa passagem neste dia preciso se dá por mera coincidência, devido à dinâmica do ano litúrgico. Mas se torna oportuno aproveitar a rica simbologia do episódio como motivação e incentivo para a leitura da Bíblia e, a partir dela, cultivar-se o devido amor e dedicação à Palavra de Deus. Como se sabe, na época de Jesus, o que se chamava “Escrituras” ou simplesmente “Escritura” corresponde ao atual Antigo Testamento, o equivalente à primeira parte da Bíblia cristã. E era justamente nas Escrituras que Jesus encontrava inspiração para o seu agir libertador.
De modo único entre os evangelistas, Lucas propõe o episódio da sinagoga de Nazaré como o evento programático da missão de Jesus, tirando da passagem do profeta Isaías a sua grande inspiração. Com isso, ele apresenta Jesus como bom leitor e profundo conhecedor das Escrituras, inspirando-se nelas para fazer a vontade do Pai, definindo sua opção preferencial fundamental: os pobres e, neles, todas as categorias de pessoas marginalizadas, necessitadas de humanização e libertação.
Assim como hoje, também na época de Jesus havia diversas possibilidades de interpretar uma passagem das Escrituras. Acompanhado do Espírito Santo, Jesus escolheu a promoção da vida, a humanização das pessoas e do mundo, a libertação plena, como finalidades da sua interpretação. Que seja ele nosso modelo de leitor e intérprete. Aprendamos com ele a amar e viver o que Palavra ensina.
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