91. Prece ao céu nublado
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03.09.2018 | 1 minutos de leitura
Poesia

Nuvens pesadas,
Afastem suas mãos tesas
Feitas de algodão prateado,
Brincando de pintar o céu
Com esse cinza azulado.
Nuvens pesadas,
Ameaçando desabar...
Chorando os lamentos
Que a vida reserva,
Pra quem deseja amar...
Céus nublados se abram,
Dissipando a chuva triste
Que como um dedo em riste
Promete com solicitude
Recordar nossa finitude.
Céus nublados se abram,
Que há solidões tão duras,
Que suas águas não prometem curar.
Que suas águas não prometem amolecer.
Nem trazer curas, mas à dor recrescer.
Abram-se, céus enegrecidos,
E que a exigência e o medo arrefecidos,
Deixem aquecer de novo o coração.
Deixem aparecer o brilho forte e quente:
Vem, Sol, volta astro imponente!
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