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54. Novenas

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13.06.2015 | 3 minutos de leitura
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54. Novenas

Toda paróquia tem seu padroeiro; toda comunidade tem seu santo de devoção. O que não falta nas comunidades eclesiais é o costume de celebrar o seu santo protetor. Festas animadas são organizadas, com quermesses, barraquinhas, bingos, leilões e rezas. E quase sempre isso dura dias; na maioria das vezes, nove dias. A comunidade faz uma novena em honra a seu padroeiro.


Fazer novenas é quase tão antigo quanto se reunir para rezar. Alguns dizem que o costume das novenas vem dos Atos dos Apóstolos: os discípulos e a mãe de Jesus teriam ficado nove dias a espera da descida do Espírito Santo. Piedade excessiva à parte, o costume de fazer novenas não precisa ser bíblico para ser legitimado. O importante é se reunir e rezar e não importa o número de dias. Se são nove, está ótimo! Parece um bom número para a comunidade se alegrar e fazer comunhão.


O problema das novenas, porém, são as fórmulas prontas; os costumes que se cristalizaram e não abrem espaço para o novo. Todo ano, a mesma reza, a mesma coisa, o mesmo ritmo. Já é hora de inovar! Quem sabe aproveitamos o costume do povo de se reunir e apresentemos a ele outras alternativas?


Algumas paróquias têm aproveitado essa ocasião para evangelizar sua gente. Escolhem uma temática, organizam os palestrantes e dão uma boa formação para os participantes. Outras têm caprichado nas celebrações (que nem sempre precisam ser missas) e feito belos momentos de espiritualidade. Algumas alternam: fazem uma celebração num dia; no outro um momento de oração; em outro, um momento de formação. O certo é que reunir só para rezar o terço ou a antiga novena é coisa boa, mas não basta mais. Nossa gente quer mais. Quer ser bem acolhida, cantar, rezar, celebrar, aprofundar-se na fé, dar as razões de sua fé, experimentar a presença do Deus vivo que as reúne... Para oferecer o que o povo procura, nossas paróquias precisam ser bem mais que prestadoras de serviços (como disse o papa Francisco), no caso os sacramentos e as devoções. Elas devem ser um espaço de fraternidade e convivência. Um ambiente de fé que favoreça a paz, a ajuda mútua, o crescimento na fé, a solidariedade, o prazer de estar juntos...


Quem sabe as velhas novenas não poderiam ser a motivação para ir às igrejas, mas lá as pessoas encontrariam bem mais que um ritual devocional? Fica aí a dica!







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