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25. Nossa Igreja é Romana

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25.11.2015 | 5 minutos de leitura
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25. Nossa Igreja é Romana

Pertencemos a uma Igreja: um povo de fé congregado pelo Senhor, disposto a servi-lo na construção de seu Reino. Nossa Igreja, como já dissemos é Católica, porque sua mensagem de fé é para todos os povos, aberta a todas as culturas; é Apostólica, porque suas bases se assentam sobre a fé e o testemunho dos primeiros seguidores de Jesus, os apóstolos; e é Romana. Mas por que é Romana?


Bom, tudo começou há muitos anos. Quando Jesus viveu e morreu, os judeus estavam sujeitos ao domínio de Roma. Roma era um grande império, poderoso, bem organizado... A fé cristã era uma semente pequenininha que, como disse o Evangelho, deu origem a uma plantinha. Essa planta foi crescendo devagarinho. A palavra foi se difundindo; o número de cristãos foi aumentando... O sonho dos primeiros evangelizadores, especialmente de Paulo – o apóstolo dos gentios, ou seja, dos não judeus – era fazer a Palavra de Deus chegar a Roma, a capital do Império. Pensava Paulo que se a fé cristã chegasse a Roma, ela iria se difundir, pois todas as ideias que ganhavam o mundo romano passavam pela capital. De fato, quando a fé chegou a Roma, logo ela cresceu e se espalhou por todo canto.


Pedro e Paulo, dois grandes apóstolos de Jesus, estiveram pregando em Roma. Conta a tradição da Igreja que foi lá que eles passaram seus últimos dias, fazendo suas pregações, ajudando o Reino de Deus crescer. Lá eles morreram defendendo a fé cristã, os ensinamentos de Jesus. Então, Roma se tornou um símbolo de unidade da fé cristã, por causa desses dois mártires, que tanto fizeram para a difusão da boa nova de Jesus, até mesmo dar suas vidas.


Como Roma era a capital do Império e a Palavra de Deus foi encontrando espaço lá por causa do testemunho de muitos cristãos, não demorou para que ela se tornasse um ponto de referência para os irmãos na fé. Com o crescimento do número de cristãos, surgiu também a necessidade de organizar a comunidade, de dividir os ministérios, de garantir a unidade, pois havia muitas ameaças à fé cristã. Foi preciso estabelecer regras e contratos que regulavam o modo de vida da Igreja. Em Roma, a fé cristã ganhou o corpo institucional que ainda hoje se mantém entre nós. Com isso, a Igreja de lá se tornou o lugar referência para os cristãos de outras comunidades. Então surgiu a figura do papa, parecida com a de um monarca que rege – da capital de seu império – todos os países que lhe são sujeitos. É claro que entre os cristãos o modo de governar, como ensinou Jesus, não é como o modo de governar de outras autoridades, mas a estrutura da Igreja se firmou com esse modelo: uma espécie de uma monarquia.


A figura do papa surgiu para garantir a unidade da Igreja, para ser um sinal de comunhão e partilha. O papa é um bispo, como tantos outros bispos. Ele é bispo de Roma. Mas coube a ele a tarefa de cuidar da unidade da fé, de zelar por ela, de protegê-la dos desvios. Certamente, todo cristão é responsável pela unidade da fé, assim como todo bispo, todo padre etc. Mas alguém precisava assumir essa tarefa mais de perto; coube ao papa essa missão.


Para exercer seu ofício, o papa precisava estabelecer um lugar como ponto de apoio. A capital do Império onde Pedro e Paulo morreram pareceu um bom lugar, especialmente porque de lá a fé se difundia para o mundo todo. Foi aí que a sede da Igreja Católica se estabeleceu em Roma.


O número de cristãos cresceu, cresceu e cresceu... O Império Romano estava com as pernas meio bambas. Sofria muitos ataques, suas lideranças não eram muito expressivas... Então, o imperador Constantino, no ano 313, querendo unificar seu Império, parou de perseguir os cristãos e a fé cristã ganhou a simpatia do Império. Logo em seguida, seu filho Teodósio, no ano 380, deu jeito de fazer do cristianismo a religião do Estado. A partir daí, a Igreja esteve unida ao Estado. Quando caiu o Império Romano, ficou difícil distinguir o que era Igreja e o que era Império. Vieram muitas crises depois disso, até que aconteceu uma ruptura definitiva entre o cristianismo e o Estado Moderno.


Mesmo com tudo que aconteceu, a sede da Igreja continuou sendo Roma. É bem verdade que na história tivemos papas morando em outros lugares, exilados, fugitivos por causa da perseguição ou por outros motivos. Mas a sede da Igreja continuou lá e até hoje ela é uma referência para a fé de todos que congregam sob seus cuidados. Então, porque a sede da Igreja está estabelecida em Roma – mas poderia estar estabelecida em qualquer outro lugar –, dizemos que a Igreja é Romana. Dizer que a Igreja é Romana é afirmar que conservamos a mesma fé de tantos outros cristãos espalhados pelo mundo, cujo sinal de unidade é o papa, bispo de Roma.







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