212. clara
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11.08.2021 | 1 minutos de leitura
Poesia

três ovos sobre o muro,
a fim de que o tempo clareie
e não chova.
a beleza e a jovialidade acendendo a chama dos olhos,
o óleo da lamparina, do poverello,
de quem não se cansam de arrancar o lobo.
dama das damas pobres,
clareando o mundo com seus passos obstinados,
atrás de quem?
um cristo-pão no peito,
fome e alimento num coração
que não é feito do ouro dos ostensórios.
clara, de assis e do mundo que sangra.
Fotógrafo - lamparina, tempo, peito, olhos, fome, alimento, mundo, clara, coração, ostensórios
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