445. Mais tarde
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13.03.2025 | 1 minutos de leitura
Poesia

Mais tarde, disse apenas.
E sentou-se do lado de dentro,
evitando o turbilhão do vento.
Responde, ao piano, a que vigia,
com seu olhar atento.
Distribui com suavidade as notas
do seu longo percurso,
no sítio mais profundo.
O candeeiro que tem nas mãos
se incumbe dos restos,
alojando o que não pôde reter.
Disposta a percorrer seu desabrigo,
a brancura e seu sujo,
dispõe as mãos na direção da luz.
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