448. fome e sede
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18.04.2025 | 1 minutos de leitura
Poesia

e virá o dia da fome,
e virá o dia da sede.
não fome de pão.
não sede de água.
mas de poesia.
desses versos:
a carne desprezada.
a voz jamais ouvida,
os olhos jamais fitados.
e irão errantes de mar a mar,
do norte ao oriente,
mas não a acharão.
e desmaiarão de sede.
e caindo, não se levantarão
jamais.
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