193. Alvura
Ler do Início
28.02.2021 | 1 minutos de leitura
Poesia

Venho tentando lavar
Estas vestes.
Alvejá-las, torná-las
Brancas
Como a neve.
Esfrego-as nas pedras,
À beira do rio,
Ouvindo o canto
Fúnebre
Das lavadeiras.
Mas a brancura
Não se produz.
As mãos calejadas,
Os dedos entortados...
O olhar misturando-se
Às águas, então,
Se transfigura:
Nenhuma lavadeira
Há de produzir
A alvura.
Há coisas que são
De graça.
Estas vestes.
Alvejá-las, torná-las
Brancas
Como a neve.
Esfrego-as nas pedras,
À beira do rio,
Ouvindo o canto
Fúnebre
Das lavadeiras.
Mas a brancura
Não se produz.
As mãos calejadas,
Os dedos entortados...
O olhar misturando-se
Às águas, então,
Se transfigura:
Nenhuma lavadeira
Há de produzir
A alvura.
Há coisas que são
De graça.
-
Homilia de Corpus Christi08.06.2026 | 7 minutos de leitura
-
odres02.06.2026 | 2 minutos de leitura
-
sede01.06.2026 | 1 minutos de leitura
-
Espírito da vida22.05.2026 | 4 minutos de leitura
-
Não vos deixareis órfãos (Jo 14, 15-21)18.05.2026 | 4 minutos de leitura
-
Outro modo de presença15.05.2026 | 4 minutos de leitura
-
Caminho, verdade e vida06.05.2026 | 5 minutos de leitura
-
A era da opinião e o terço da madrugada04.05.2026 | 12 minutos de leitura
-
Para fora (Jo 10, 1-10)27.04.2026 | 4 minutos de leitura
-
Como as águas de um rio03.04.2026 | 5 minutos de leitura
Relógio gigante01.07.2026 | 1 minutos de leitura
Composição24.06.2026 | 1 minutos de leitura
odres02.06.2026 | 2 minutos de leitura
sede01.06.2026 | 1 minutos de leitura
Abraço infinito13.05.2026 | 1 minutos de leitura
Ecos30.04.2026 | 1 minutos de leitura
Restos29.04.2026 | 1 minutos de leitura
O homem do sótão22.04.2026 | 1 minutos de leitura
Redenção20.04.2026 | 2 minutos de leitura
Poesia16.04.2026 | 1 minutos de leitura

