156. Juntos pelo sínodo e pelos seus frutos
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04.10.2023 | 1 minutos de leitura
Diversos

Foi uma graça poder participar, neste dia 30 de setembro, da vigília ecumênica de oração pelo sínodo sobre a sinodalidade. A ideia desta vigília surgiu há quase dois anos, e partiu do Irmão Alois, então prior da comunidade ecumênica de Taizé, referência na promoção do ecumenismo e da unidade cristã e grande centro de espiritualidade. Ao ser convidado para participar do sínodo, o Irmão Alois sugeriu ao papa Francisco a organização de uma grande vigília, com participação de pessoas de todo o mundo e de diversas igrejas e denominações religiosas, com prioridade a juventude, mas aberta a todas as idades, a fim de rezar pelo sínodo, pelos participantes, e expressar os anseios de unidade e disposição para caminhar juntos. O papa se entusiasmou com a ideia e convidou a própria comunidade de Taizé para organizar a vigília, intitulada “Together”, uma palavra inglesa que significa “juntos”, expressando bem o que o sínodo quer ser para a Igreja e o mundo.
Uma multidão, oriunda dos quatros cantos do mundo, composta de pessoas de diversas denominações religiosas, tomou conta da praça São Pedro, junto com o Papa Francisco, patriarcas orientais, pastores protestantes e outros líderes para rezar e louvar a Deus pela graça do sínodo na vida da Igreja e do mundo.
Tudo na vigília foi lindo, encantador, emocionante. Mas o que mais me impactou, logo de início, foi a disposição do espaço celebrativo. No centro, estava a Cruz, o ícone da Virgem Maria e a Bíblia Sagrada, no mesmo lugar onde, rotineiramente, ficava a cadeira do próprio papa. Enquanto isso, ele ficou, durante praticamente toda a vigília, na mesma posição dos outros líderes religiosos, numa cadeira igual aos demais, ao redor da cruz, em sinal claro de reconhecimento da centralidade de Cristo na vida da Igreja e do mundo. Essa imagem me encheu de esperança. Me fez compreender melhor o sonho de Francisco restituir à Igreja sua identidade originária, cujo centro não é ela mesma nem seus ministros, mas o Cristo crucificado e ressuscitado, e todos ao seu redor devem dar as mãos e caminhar juntos.
O papa só ocupou uma posição de mais notoriedade já no final, quando foi passar a sua mensagem aos participantes, e foi uma mensagem breve, mas muita carregada de esperança. Durante toda a vigília, a posição dele deixou claro que ele estava ali mais para escutar do que para falar.
Confesso que fui à Praça de São Pedro mais interessado em me sentir um pouco dentro de Taizé, mas voltei renovado, com mais esperança. A cada dia, Francisco deixa mais claro o que realmente quer: a Igreja cada vez mais parecida com o que Jesus quis que ela fosse: uma comunidade fraterna, um caminho de comunhão. Resta levar esse espírito de comunhão para as bases, para as comunidades. Que o Espírito nos conduza e sua força derrube as barreiras de fechamento que ainda persistem entre nós.
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