146. Crisálida
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22.04.2020 | 1 minutos de leitura
Poesia

Há que se fechar,
Muitas vezes e sem receios,
Na crisálida.
Que há maturações
Difíceis e espremidas
Que só as asas
Poderão exprimir.
Que transfigurações
Inoportunas para tantos,
Insatisfatórias para muitos,
Ingratas,
São necessárias
Como o vôo.
E voar é incômodo.
Por ora é silêncio, escuro,
Aperto.
Como a contração de todo
Um infinito,
Num espaço ínfimo,
Íntimo.
Adeus.
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