316. café
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26.09.2023 | 1 minutos de leitura
Poesia

graciosa e discretamente, ele se levanta, prepara o café, deixa-o à mesa e, depois pergunta, com sutileza, como estou.
não sei responder à questão que o café quente faz descer mais palatável. como estou é tão vasto, tão indescritível e tão inenarrável que não cabe nesta xícara.
estou, talvez isso baste. presentemente, estou e olho. é como um deus franzino e pequeno, de sorriso metálico e olhos jabuticabais.
estou aqui, é o que deus diz.
deus fez café para mim.
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