305. Sorriso sutil
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31.07.2023 | 1 minutos de leitura

Poesia

Fui à igreja a procura de Deus
Ele estava lá, mas era um “senta, levanta, canta e responde”
Que Ele me sorriu sutilmente...
Na saída, na calçada coberta de poeira
Uma pessoa estava sentada, enrolada em coberta rasgada
Com feridas no corpo e na alma
Me olhou e sorriu com o mesmo sorriso sutil...
Caminhei pela rua no asfalto frio de paisagens mortas
Vento soprava, caia neblina fina e congelante
Numa casinha, a meia luz
Um amontoado de gente chorava a morte de um de seus filhos
A idosa mãe chorava com ternura
Pegou uma bolacha de um pacote e comigo repartiu
Olhei para ela, em seu rosto o mesmo sorriso sutil...
Numa estrebaria onde uma estrela aponta
Um bebê deitado em palhas
Contempla o rosto de sua mãe
E sorri!
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