218. Um mundo para se endoidar
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21.09.2021 | 1 minutos de leitura

Poesia

Até parece que o arranha-céu entardecido,
Vai se intervalar nas fronteiras tardias
Do mnemônico farejado sol ensurdecido!
Como soam alegres os sinos das abadias!
Não se ouve o gemido do indigente,
Mas o hino do louco que endoidecia!
Nas mesas fartas, a faca corta cruente,
As sobras dos pobres coitados,
Que com seus trapos são estirados,
Qual rogos que se fazem poente.
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