167. Um grão de esperança
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28.06.2020 | 1 minutos de leitura
Poesia

Os dias se sucedem
Pequenas alegrias persistem
Mas um peso surreal me acomete a espinha
Remédios, tratamentos, hospitais
Pandemia, ignorância, arrogância
Asseguro-me de ainda guardar qualquer esperança no baú da fé.
Mas ainda sim, o enxofre da desumanidade
Me entre narinas a dentro.
Senhor, onde estou agora,
Que meus olhos não contemplam esperança.
Sigo, porque sei que um grão de esperança
Fará com que a terra seca em Jardim floresça.
Inspiro com força
Para sentir perfumes de mundos mais bonitos.
E quem tiver completamente realizado e contente
Com as decisões de morte tomadas diariamente
Atire a primeira pedra.
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