298. Só hoje
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28.06.2023 | 1 minutos de leitura
Poesia

Tomou-me de súbito, hoje,
Uma vontade incontida
De chorar
Um choro ancestral,
Que lavasse com sal e
Mansidão esse espírito inquieto que me habita.
Na rota habitual para o trabalho, céu de azul suave,
Crianças nos sinais,
Idosos acolhidos pelas ruas
Ipês rosas nas copas e no chão.
Dei-me conta da minha fragilidade e impotência,
Da minha imensa
Incompletude, diante de tão radicais tarefas a serem realizadas e cuja rota encontrou minha liderança.
Ou minha companhia.
Quero mais abraços que desempenhos.
Quero mais pausas que performance.
Quero mais generosidade do que antifragilidade.
Meu choro é a colisão frontal com essa arena competitiva a que todos estamos lançados.
É um choro da alma.
Um protesto? O que pode uma lágrima?
Perdoem-me as alegrias.
Só hoje.
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