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14. O enterro da Igreja

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29.12.2013 | 3 minutos de leitura
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14. O enterro da Igreja

Certa vez, um padre muito experiente foi nomeado vigário de uma Paróquia do interior. Cheio de alegria, juntou suas malas e foi para aquela cidadezinha, pronto para iniciar seus trabalhos.


Chegando, porém, à nova Paróquia, o que o padre encontrou não foi nada animador. O povo daquela cidade nem queria saber de Igreja. O padre convidava o povo para a missa e não aparecia ninguém. Só uma meia dúzia de senhoras. O padre convidava para um encontro e não aparecia ninguém. Só uma meia dúzia de senhoras. Convidava para uma festa e não aparecia ninguém. Só aquela mesma meia dúzia de senhoras. O padre ia ficando cada vez mais preocupado.


Um dia, ele resolveu visitar todas as casas da cidade. E em toda casa em que ele entrava, ouvia a mesma gozação: “Que é isso, seu vigário? Esse negócio de Igreja já era. A Igreja aqui já morreu há muito tempo”.


O padre ficou impressionado, todos diziam a mesma coisa: “A Igreja aqui já morreu há muito tempo”.


Então, o padre teve uma idéia:


- Vamos fazer o enterro da Igreja. Se a Igreja morreu, precisamos enterrá-la.


O povo achou que o padre havia pirado e foi lá para ver. No dia marcado, na hora certa, o povo lotou a igreja para ver o enterro. O padre havia enfeitado toda a igreja e, na frente, havia colocado um enorme caixão. Todos rezaram e cantaram diante do caixão fechado, achando aquilo tudo muito misterioso e engraçado.


No fim da missa, antes de sair com o caixão, o padre convidou todo o povo para dar a última olhada na defunta, conforme é costume. E combinou o seguinte: Quem olhar a defunta e achar que devemos enterrá-la fique de pé. Quem, porém, ao vê-la, mudar de idéia volte e sente-se em seu lugar.


E o povo fez longa fila para ver a defunta, tamanha era sua curiosidade. Aconteceu, porém, uma coisa engraçada. Todos os que passavam pelo caixão olhavam lá dentro e saíam assustados, correndo para sentar-se. Uns ficavam vermelhos, outros sérios, mas todos queriam sentar-se, desistindo de enterrar a Igreja.


Quando terminou a fila, todos estavam sentados. Ninguém ficou de pé. Ninguém mais queria enterrar a Igreja. É que o padre havia colocado um enorme espelho dentro do caixão. O povo, ao olhar a defunta, via sua própria imagem. Eles eram os verdadeiros defuntos.


Foi assim que aquela cidade compreendeu que a Igreja é o povo. E, se a Igreja morre, é porque o povo não se compromete nem aceita seguir Jesus.


Por isso, fique firme na vida comunitária e participe ativamente dela, sem desanimar...







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