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13. Maratona na floresta

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22.12.2013 | 3 minutos de leitura
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13. Maratona na floresta

Ia haver um campeonato na floresta: a primeira grande maratona dos bichos de toda a região. A bicharada logo se envolveu nos preparativos, treinando sem parar. O vencedor ficaria famoso, além de receber milhões em prêmios.


O coelho contratou um treinador especial. O porco-espinho melhorou sua dieta, a fim de perder umas gordurinhas. O gato–do–mato foi se tratar de uma contusão. O esqui­lo entrou para a academia. Todos malhando, sem perder tempo, de olho na vitória.


O bicho–preguiça ficou sabendo de toda a movimentação. E foi se pendurar num galho bem alto, enfurnado e na maior preguiça. Ele nunca havia ganhado uma competição. Os bichos o criticavam, porque ele não era muito de suar o pelo. Só gostava de fazer coisas fáceis. Precisando de algum esforço, não era com ele. Não era à toa que o chamavam de bicho–preguiça.


O guarda da floresta, preocupado com o sumiço do bicho–preguiça, foi procurá-lo e, encontrando-o, ouviu suas queixas:


 - É sempre assim. Eu nunca venço uma competição. Sempre chego em último lu­gar. Todos riem de mim. Não consigo nada na vida. Sou o bicho mais azarado dessa floresta.


E desfiando sua eterna ladainha de reclamações, prometia nunca mais aparecer pra ninguém, tão frustrado estava.


Com bons modos, o guarda da floresta tentou ajudar:


 - Quem sabe se você se esforçasse um pouco mais... e treinasse... e melhorasse a forma física. Isso exigiria algum sacrifício, mas poderia trazer bons resultados. Afinal, você é talentoso e capaz. Só precisa acreditar e batalhar.


 Então, ficou combinado. No dia seguinte, chegaram à floresta novos equipamentos e professores especializados para treinar o bicho–preguiça. Ele entrou sério num regime para fortalecer as pernas, passou a levantar-se bem cedinho para treinar e a dormir so­mente à noite – coisa que ele fazia o dia inteiro. Matriculou-se na academia de ginástica e suou o pelo por meses seguidos. Todos estavam surpresos com tanto esforço e já res­peitavam o novo adversário.


No dia da corrida, não houve pra ninguém. O bicho–preguiça, já sem preguiça, ar­rancou de uma só vez e deixou para trás a bicharada. Até o coelho, seu mais temido adversário, teve de se contentar com um modesto segundo lugar. A floresta inteira aplaudiu aquela vitória. E o bicho–preguiça voltou para sua toca, não mais como um azarado, mas como um campeão. E dizia:


 - Foi cansativo, mas valeu a pena!


Por isso, fique firme nos bons propósitos, sem desanimar...







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