111. O pássaro de Deus
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31.03.2019 | 1 minutos de leitura
Poesia

O pássaro de asas douradas
Não voava.
Seu canto era triste, uma elegia,
Nas manhãs chuvosas
Ou ensolaradas.
A dura camada de ouro derretido,
Roubando do pássaro sofrido,
O céu nublado,
Azul, rubro ou enegrecido.
O dono silencioso,
Abriu as grades que rangiam,
Roubou todo o ouro que às asas
Cobriam.
E o pássaro ficou
Empobrecido.
Depois de pios e gemidos doídos,
Do seu canto mais fúnebre,
A gaiola aberta e as asas refeitas,
O pássaro voou.
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