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Pré-Evangelização – Pré 1 – Conhecendo Jesus - 4ª Etapa - 2º Encontro

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02.04.2015 | 8 minutos de leitura
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Pré-Evangelização – Pré 1 – Conhecendo Jesus - 4ª Etapa - 2º Encontro


Padre Geraldo Orione de Assis Silva

Solange Maria do Carmo

Pré 1: Crianças de 5 a 7 anos



4ª etapa - 2º Encontro

A ÚLTIMA CEIA DE CRISTO

1. ACOLHIDA E ORAÇÃO INICIAL 

- Acolher a todos com entusiasmo e carinho. Fazer momento de animação, cantando músicas apropriadas. 

- Criar clima de oração. Cantar música suave, se for o caso. 

- Convidar cada um a fazer sua prece espontânea, pedindo a Jesus a paz, a alegria, a bondade e outras coisas que a pessoa quer ter em seu coração. A resposta poderá ser: Senhor Jesus, atenda nossa prece. O catequista poderá incentivar, dando o exemplo: "Venha me dar a paz, Senhor Jesus" ou "Senhor Jesus, me ajude a ser bom", etc.
- Encerrar repetindo a música anterior ou cantando outra apropriada.



2. O QUE A BÍBLIA DIZ 

Motivação:

Jesus entrou em Jerusalém aplaudido pela multidão. Mas Jesus sabia que as autoridades queriam prendê-lo e matá-lo. Jesus não era bobo. Ele sabia que os novos ensinamentos de Deus tinham provocado a raiva de muita gente importante. Então, Jesus resolveu fazer uma última ceia com os seus discípulos, para se despedir deles e lhes dar os últimos conselhos, a fim de que, quando ele morresse, seus amigos continuassem sua missão.


História: Jo 13,1-20; Lc 22, 7-20
Jesus sabia que sua missão na terra estava chegando ao fim. Ele havia pregado a todos o amor de Deus. Havia feito muitos milagres. Mostrara que muitas coisas precisavam mudar, para que houvesse mais paz, amor e união no mundo. Ele queria que os discípulos continuassem a fazer o bem, como ele havia ensinado.
Por isso, Jesus reuniu seus discípulos, pela última vez, e fizeram uma grande ceia: um jantar de despedida.
Durante a ceia, Jesus levantou-se da mesa, pegou uma toalha e enrolou-a na cintura. Pegou também uma bacia e um jarro de água. E, abaixando-se, começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha.
Naquele tempo, o povo tinha mesmo o costume de lavar os pés antes das refeições, porque havia muita poeira e o comum era andar descalço. Mas normalmente era um empregado da casa que vinha oferecer água para os convidados lavarem seus pés.
Por isso, os apóstolos se assustaram quando Jesus, dispensando o empregado, pegou ele mesmo a bacia e veio lavar os pés de cada um.
O apóstolo Pedro, achando aquilo estranho, disse a Jesus: "Olhe, não fica bem para o Senhor lavar os nossos pés. O Senhor é tão importante e esse é o serviço do empregado. Os meus pés, eu não quero que o Senhor lave".
Mas Jesus disse a Pedro: "Você pode até não compreender isso agora. Mas eu espero que mais tarde você entenda. Se eu não lavar os seus pés, você não pode mais ser meu discípulo". Então, Pedro deixou Jesus lavar seus pés.
Quando terminou de lavar os pés de todos, Jesus guardou a bacia e a toalha, sentou-se à mesa e explicou aos apóstolos: "Quero que vocês entendam o que eu acabei de fazer. Vocês me chamam de Mestre e Senhor e dizem que eu sou importante. E é verdade. Portanto, se eu que sou importante, lavei os pés de vocês, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Estou dando o exemplo para que vocês façam o mesmo. Se vocês fizerem isso, vocês serão felizes".
Em seguida, estando todos à mesa, Jesus tomou o pão, abençoou e repartiu com os seus discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo, que será entregue por vós”! Depois, no fim da ceia, Jesus tomou o cálice com vinho, abençoou e repartiu com os discípulos, dizendo: “Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para o perdão dos pecados”. E acrescentou: “Eu quero que vocês façam isso em memória de mim”.
Os discípulos cearam com Jesus. Comeram do pão abençoado e beberam do vinho. E entenderam que Jesus queria que eles continuassem a se reunir sempre, mesmo depois que Jesus não estivesse mais na terra, para guardar a memória de tudo quanto Jesus havia feito e ensinado.
Foi assim que surgiu o sacramento da Eucaristia, que a gente celebra na missa. O padre repete as palavras de Cristo na última ceia e reparte com o povo o pão consagrado – que chamamos de hóstia. Enquanto fazemos isso, Jesus está vivo e presente em nossa memória e em nosso coração.
Os discípulos ficaram emocionados com tudo o que aconteceu naquela última ceia, que a gente recorda até hoje em toda missa que se celebra.


Partilha: 

• O que Jesus fez para se despedir dos seus discípulos? 

• Por que Jesus, e não um empregado, lavou os pés dos discípulos naquela ceia? O que ele queria ensinar com isso aos discípulos? 

• O que Jesus fez no fim da ceia, com o pão e o vinho? 

• Qual sacramento nasceu desse gesto de Cristo?


Conclusão:

Na última ceia de Cristo com seus discípulos, duas coisas muito importantes aconteceram. Primeiro, Jesus lavou os pés de seus amigos, mostrando que veio para servir a todos e pedindo que eles também vivessem para servir. Era o novo mandamento de Cristo: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. Depois, Jesus abençoou pão e vinho e repartiu com eles. Estava instituindo um sacramento, ou seja, uma coisa sagrada, que a gente chama hoje de Eucaristia ou comunhão. Em todas as missas, o padre repete as palavras de Cristo na última ceia. Dessa forma, a gente guarda a memória de tudo o que Jesus fez. Memória serve para lembrar, para atualizar, para recordar. Ao celebrar a santa Eucaristia, a gente atualiza o gesto de Jesus e perpetua sua presença junto de nós. Isso nos incentiva a continuar nossa missão e a nos amar uns aos outros, como ele mesmo nos amou.



3. ATIVIDADE 

Sugestão:

 - Convidar a turma para fazer uma encenação do Lava-pés, recordando o gesto de Jesus com seus apóstolos, como se costuma fazer também na Semana Santa. Ver se as crianças se lembram de como se celebra a última ceia na Quinta-feira Santa. 

- Durante a encenação, cantar a música "Que devemos fazer" ou outra à escolha. 

- O Lava-pés pode ser feito de duas formas: 

1ª) Um catequista, com vestes típicas para representar Jesus, lava e enxuga os pés de todas as crianças. 

2ª) Um catequista lava os pés da primeira criança e esta lava os pés da próxima e assim por diante, um lavando os pés do outro, até percorrer toda a roda. Sugerimos que o catequista escolha a forma mais prática para a sua turma, para evitar tumulto nessa hora.


Conclusão: 

Com esse gesto de Jesus, os apóstolos compreenderam que o verdadeiro amor acontece quando a gente consegue servir o outro, ajudando-o em tudo. Na família de Jesus, da qual fazemos parte, esse gesto é muito importante. Lavar os pés dos irmãos significa estar sempre disposto a servir e ajudar todas as pessoas. Este é o grande ensinamento de Jesus.



4. ORAÇÃO FINAL E ENCERRAMENTO 

- Convidar para agradecer a Jesus pelos seus ensinamentos. 

- Erguer as mãos e rezar: Muito obrigado, ó Jesus, por todas as coisas que o Senhor nos ensinou. Muito obrigado, por nos ensinar a amar e servir aos irmãos, vivendo unidos a todos e tratando a todos com bondade. Venha nos ajudar a praticar todos esses ensinamentos. Amém! 

- Motivar para o próximo encontro. Encerrar, cantando músicas animadas.



Dicas importantes 

- Eis mais um momento de incentivar as crianças a participar sempre da missa, pois é um pedido de Jesus: Façam isso em memória de mim. 

- Convém explicar, porém, que as crianças só podem comungar, depois que fizerem a primeira comunhão. Primeiro, a gente faz uma boa preparação na catequese, como já estamos fazendo, para depois participar da comunhão, recebendo o Corpo de Cristo. 

- No entanto, mesmo ainda não comungando, as crianças podem e devem participar da missa, pois há nela outras coisas muito importantes. Em alguns lugares, há o costume de se fazer uma celebração à parte, sem a Eucaristia, para as crianças que ainda não comungam. Mas nada impede que elas participem com todo o povo da missa, apenas não podendo comungar, por não estarem ainda preparadas. 

- Podem surgir muitas perguntas sobre a comunhão. Não é o caso de se responder a tudo aqui. Mais à frente, teremos tempo de aprofundar esse assunto. Em todo o caso, o catequista procure responder às indagações, mesmo sem aprofundar demais as questões.

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